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  • Cláudio Moretti

Como a Inteligência Competitiva pode auxiliar as empresas em épocas de crises




No mundo dos negócios a incerteza é a regra, mas a crise que atualmente estamos vivenciando nos faz buscar alternativas para os processos que já estavam em andamento e que agora nos mostram as urgências a serem atendidas, começando pela sobrevivência empresarial.


Muitos empresários deixam para pensar no futuro quando este chegar, co


m isso perdem oportunidades e, em muitos casos, perdem a empresa.

Identificar fatos portadores de futuro, atuar com Inteligência empresarial e conspirar para que as mudanças favoráveis ocorram, faz parte de qualquer negócio.



Aqui uma dica de Jack Welch, do seu livro “Paixão por Vencer” - Não raro os gestores perdem muito tempo no início da crise, negando a própria crise. Pule esta fase.

Esta é a importância de cultura comportamental e atitudes criadoras.


No livro de Clemente Nobrega, “A Intrigante Ciência das Ideias que Dão Certo” ele cita o Teorema de Ian Morris, que diz que a “mudança é causada pela preguiça, ambição e medo das pessoas que buscam maneiras mais vantajosas e segura de se fazer as coisas. Elas reagem pressionadas por necessidades induzidas por mudanças em suas geografias, e raramente sabem o que estão fazendo”. Ele afirma, e dá vários exemplos, que a geografia no mundo empresarial são comportamentos e atitudes.


Inteligência Competitiva


A Inteligência Competitiva teve sua origem nos serviços de Inteligência de Estado que teve seu auge durante a guerra fria, na bipolarização dos dois sistemas de governo, sendo o capitalismo representado pelos EUA e o comunismo, este representado pela então União Soviética.

Com o fim da guerra fria, os espiões ficaram desempregados, literalmente, e muitos, com base nos conhecimentos adquiridos e nas metodologias das atividades de Inteligência, focaram seus esforços para as empresas.


É claro que a atividade de Inteligência passou por adaptações para se adequar a legislação e ética empresarial, deixando de ser espionagem e passando a fazer parte de atividades empresariais e hoje são partes integrantes de diversos cursos universitários, inclusive de pós-graduação.

Um detalhe importante e que é muito esquecido é que a Inteligência tem sua base de conhecimento na própria empresa.

São os diversos funcionários, principalmente os ligados a produção ou ainda aqueles que mantém contato direto com os clientes.

Por que eles são importantes? Porque eles possuem informações que podem ser absolutamente estratégicas para a empresa, mas que estão como um tesouro no fundo do mar, sem validade.

Falta um programa de incentivo à participação que faça a coleta dessas informações, analise-as de maneira apropriada, gerando informação acionável, ou seja, a Inteligência, para que as pessoas certas possam tomar suas decisões com base num processo interno de Inteligência.



Lembramos que o ciclo básico de Inteligência possui cinco fases distintas, sendo:


Planejar e identificar as necessidades de informação - Nesta fase se concebe o processo, seus objetivos e são identificadas as necessidades de Inteligência e quais as informações necessárias.


Coletar, processar a informação - Nesta fase são identificadas as fontes de informações relevantes, internas e externas, e o tipo de tratamento que será dado à informação para armazenamento.


Analisar e validar a informação -  Nesta fase especialistas analisam e validam as informações, fazem a sua interpretação e compilam recomendações, transformando informação em Inteligência.


Disseminar e utilizar a informação - Esta é a fase onde se entrega a informação analisada, ou seja, a Inteligência, em um formato coerente e conveniente, aos tomadores de decisão.

A fase mais crítica é a da análise de Inteligência porque precisa de um analista preparado para elaborar de maneira que seja possível gerar ação a partir da informação analisada.


Um exemplo bastante conhecido sobre a importância do analista é aquela estória sobre o estudo de um gafanhoto.

O gafanhoto foi treinado para que, ao ouvir a palavra pule, ele pulasse.

Cirurgicamente retiraram uma das patas do gafanhoto e deram o comando pule e ele pulou.

Cirurgicamente retiraram todas as patas do gafanhoto e deram o comando de pule e ele não se moveu.


Conclusão do analista: ao retirar todas as patas do gafanhoto ele fica surdo.

Nesse caso, o analista fez a coleta das informações, mas fez a análise completamente errada.

Provavelmente o analista nunca viu um gafanhoto antes.


Peter Drucker e Michael Porter, afirmam que as empresas só sobreviverão se difundirem suas atividades de informação, tendo em vista a transferência do centro de gravidade operacional dentro das empresas. Esse centro de gravidade passou dos trabalhadores braçais para trabalhadores intelectuais.


O crescimento empresarial não está mais baseado nos músculos ou nas máquinas. Ele está na criatividade, na intangibilidade.

É dentro desta visão que a Inteligência Competitiva passa a ser estratégica para ser inovadora. As organizações devem estar preparadas para adaptar-se às mudanças, garantindo sua sobrevivência.


Para finalizar deixo mais uma dica de Jack Welch, do mesmo livro: Adote uma atitude positiva e espalhe-a ao seu redor, nunca deixe se transformar em vítima e, pelo amor de Deus – divirta-se.




Artigo publicado originalmente no Jornal da Segurança nº 254 de outubro de 2015.





O Autor

Cláudio Moretti

https://www.linkedin.com/in/cl%C3%A1udio-moretti-ces-ase/



Diretor de Cursos e Certificação - ABSEG

Specialties: CES - Certificado de Especialista em Segurança pela ABSO.

ASE - Analista de Segurança empresarial pela ABSEG

MBA - em Gestão de Segurança Empresarial pela FECAP/Brasiliano.

Pós-graduado em Gestão de Crises Corporativas pela UGF.

Pós-graduado em Inteligência estratégica.

MBA EXECUTIVO EM GESTÃO DE PESSOAS


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